Mercado pet, que movimenta US$ 7 bi, tem plano de saúde para animais domésticos

Quem é o melhor amigo do homem? A resposta invariavelmente recai sobre o cachorro, ainda que para muitos seja o gato, o papagaio, o canário, o hamster, a calopsita. Não importa qual, todos esses animais domésticos que integram o chamado mercado pet, como o designam os países de língua inglesa dos quais tomamos emprestado a expressão, já respondem por um negócio de US$ 73 bilhões por ano no mundo.

Desse montante, os brasileiros participam com US$ 7 bilhões. Valor que aguça o apetite das empresas em oferecer soluções. A Cooperativa de Médicos Veterinários de Goiás (Unimev-GO) é um bom exemplo. Desde 2006, ela vende um plano de saúde voltado para 54 espécies de animais de pequeno porte, presente em nove estados brasileiros.

O presidente da Unimev -GO, Hélio Lourezo, conta que o faturamento em 2010 chegou a R$ 1 milhão, 15% a mais que o contabilizado em 2010. A expectativa para este ano é mais ousada: quase triplicar de tamanho, somando 100 novos contratos aos 60 existentes. Os planos variam de R$ 47 a R$ 230 mensais, a depender da idade e do tipo de serviços escolhidos. Estima-se que a soma apenas de gatos e cachorros seja de 40 milhões no país e, portanto, para cada um deles existe um ou mais consumidores dispostos a pagar caro pelo conforto do animal de estimação.

Para facilitar o entendimento, o plano oferecido pela Unimev-GO é bem similar ao usados pelos donos. Tem prazo de carência e coberturas para consultas, exames e cirurgias. Os prazos e os serviços dependem do plano escolhido: do Standard (o de valor mais baixo), passando pelo Master e pelo VIP até o Golden (o mais caro). Os segurados são atendidos por veterinários da rede credenciada ou em veterinário da preferência do dono pelo sistema de reembolso. A cobertura é oferecida para animais de quatro meses a oito anos.

A Unimev-GO, único plano de saúde animal aprovado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, conta atualmente com uma rede credenciada de 22 clínicas e cerca de 40 veterinários cooperados. “Com essa parceria, que segue o conceito de cooperativismo, é possível conseguir a melhoria da proteção dos animais e propiciar aumento na geração de emprego e renda aos profissionais que atuam no setor”, diz o assistente administrativo da Unimev-GO, Júlio César de Amorim.

A administradora Daniela Nardelli, 39 anos, aprova o serviço. Ela não se importa em desembolsar R$ 360 por mês para oferecer cobertura às cadelas Marie (5 anos), Mabel (2) e Lazy (2). Daniela contou que, há três anos, Marie precisou ser castrada e o custo ficaria em R$ 1, 8 mil caso fosse feito em uma clínica particular. Como o plano cobria a cirurgia, ela pagou apenas o valor mensal do plano.

“A economia foi muito grande e ela teve toda a assistência dos veterinários.” Ela disse ainda que se fosse arcar com as despesas, os gastos chegariam facilmente ao dobro. “Tem gente que se preocupa só com a estética do animal e esquece que ele precisa de cuidados médicos”, acredita Daniela.

A Proteste (Associação de Defesa do Consumidor) recomenda, porém, que os donos de pequenos animais domésticos, façam contas antes de contratar o plano. “Primeiro verifique se será vantajoso para você e se você é capaz de pagar. Liste todos os tipos e quantidades de processos médicos veterinários que seu animal usa por ano. Depois, multiplique o valor cobrado por cada procedimento em clínicas onde você costuma levar seu bichinho e esse será o resultado do custo anual deixado no veterinário. Sabendo esse valor é possível avaliar se o plano terá uma boa relação custo-benefício”, informou o órgão, em nota ao Correio.

0 comentários: