Cinomose – Um caminho sem volta?

Com a chegada do e do (parece redundante, mas com o planeta do jeito que está, nem sempre é sinônimo de …), também começam a aparecer os casos de cinomose. Sim, esse nome que é bastante conhecido entre proprietários e criadores de cães, assusta e ainda é motivo de preocupação.
Alguns dizem tratar-se da mais importante canina. Importante neste caso deve assumir um sentido preventivo e de extremo cuidado. A cinomose é uma que acomete principalmente cães ainda jovens e manifesta-se, após uma incubação média de quatro a sete dias, podendo logicamente variar.
Febre, tosse, secreção conjuntival, rinite purulenta, diarréia mucosanguinolenta, desidratação, indisposição, anorexia, vômito, dificuldade respiratória, hiperqueratose (coxins plantares e focinho), e até pústulas abdominais são os sintomas a serem verificados.
Os sintomas e as consequências ( e duração) dependem diretamente da virulência, dos órgãos afetados e obviamente do estado imunológico em que se encontra o animal infectado.
A doença pode manifestar também sua forma nervosa com os sintomas de meningoencefalia, sendo inclusve a causa mais comum de convulsões em animais com até 6 meses de vida.
Popularmente pode ser descrita e reconhecida pelos sintomas neurológicos que acabam causando movimentação involuntária (espasmos) da musculatura (mioclonia). Ainda hoje alguns referem-se a cinomose como doença que descadera animais ou aquela em que o animal fica mascando chiclete.
As infecções bacterianas, que na verdade causam a maioria dos sintomas acima mencionados, aparecem graças a predileção e dos danos causados pelo virus em determinadas áreas e órgãos dos animais infecctados.
Um dos fatores que considero determinante para a alta taxa de ocorrência da doença mesmo nos dias de hoje é sem dúvida a maneira como o vírus pode ser transmitido.
Um simples espirro de um animal contaminado pode dar início a uma em massa. O vírus é trasmitido por aerossóis e também por contato direto ou indireto com animais (secreções e gotículas) e seus fômites. É fácil entender porque muitas ninhadas inteiras ou animais de um mesmo canil ou loja são acometidos em grande número.
É muito importante a higienização do local e de tudo que possa ter sido contaminado quando da estadia de um cão nesse . A melhor opção é desfazer-se de tudo que for possível, e a constante do com produtos desinfetantes.
Falar em para a cinomose não é muito animador. As estatísticas são claras e não há como negar que depende muito mais do sistema imune do animal que propriamente de . Sempre será recomendado fluidoterapia e medicação para combater as infecções bacterianas, o que consideramos tratamento suporte. Há uma corrente que considera a Vitamina A como grande aliada desde que monitorada para evitar danos gástricos ao animal.
Claro que somos a favor da vida e todo animal infectado deverá receber sempre toda a e dedicação para combater essa virose da melhor maneira possível. Mas que fique registrado mais uma vez a famosa frase “Prevenir ainda é o melhor remédio”.
Há tempos as vacinas são a única forma de prevenção e posso afirmar categoricamente que se os cães são nossos melhores amigos, a vacinação contra viroses é a melhor amiga deles.
É um investimento que vale cada centavo e deve ser feito conforme preconizado pelo seu Médico Veterinário de confiança.

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